Coluna nº 23

Arte: Guto Delfino

Saudações azurras.

“Tensão e Alegria!

Mais um lindo domingo de sol, na mais bela Ilha do Brasil e o torcedor avaiano tinha um compromisso: estar na sua segunda casa, para apoiar o time em mais uma semifinal de campeonato Catarinense.

Aquela reunião de pessoas, de todas as classes sociais, embaixo da arquibancada do lindo Aderbal Ramos da Silva, o grande palco azurra. O churrasquinho, a integração, e é claro, o jogo.

A torcida foi chegando, confiante num bom resultado, embalada pela boa campanha da equipe na competição, mesmo com a desclassificação na Copa do Brasil, no meio da semana, frente ao Vasco. Um jogo único, perigoso, onde um erro ou um acerto do adversário poderia ser fatal, colocando toda a campanha em risco.

O time do Criciúma vinha numa crescente, mesmo também sendo derrotado na Copa do Brasil, vinha com mais confiança e com vários jogadores novos contratados, além do técnico Gilson Kleina, que optou por uma defesa experiente, um meio campo mesclando experiência e juventude e um ataque rápido.

O Avaí com uma equipe mais acostumada a jogar junto, mas também com alterações por contusão, tendo Lourenço na lateral direita, o retorno de Igor Fernandes, na lateral esquerda e a manutenção do Matheus Barbosa no meio.

O jogo tem um início com o Criciúma mostrando muita marcação, não deixando o Avaí jogar. Era a proposta do time do sul do Estado. E muitaaaa cera, com a complacência da arbitragem.

O ataque rápido dos visitantes deu muito trabalho para a melhor defesa da competição, jogando nas costas dos laterais avaianos, forçando um dos defensores a sair no combate, na lateral.

Aos poucos, o Avaí foi entendendo o que o Criciúma queria e foi se moldando dentro da partida, melhorando o passe no meio e fazendo os laterais jogarem. Foi um primeiro tempo de poucas jogadas contundentes.

O segundo tempo parecia ser diferente, e o Avaí já vindo com Brizuela como novidade. E logo aos 3 minutos o Leão abriria o placar, após grande jogada de Igor Fernandes, que foi até a linha de fundo e cruzou para a chegada em velocidade de Daniel Amorim e o artilheiro da competição fez 1 a 0.

Os visitantes não deram muito tempo de a torcida avaiana comemorar e chegaram ao empate. Um cruzamento muito bem feito pelo Vinícius, com força e peso, achou o Léo Gamalho (lei do ex), que deixou a bola bater e igualar o placar.

E os visitantes voltaram ao que veio predisposto a fazer, deixar o tempo passar e chegar às penalidades, o que já era um grande negócio, pois só conseguiram a classificação, aos 43 do segundo tempo, em Tubarão, contra o Hercílio Luz. Comentei na rádio, o que o jogador deve pensar nesse caminho. É claro que tinham que manter o foco. Como o Geninho comentou depois, na coletiva, os jogadores tinham treinado muito bem as cobranças, já para a Copa do Brasil, caso precisasse. O melhor em campo, em minha opinião, foi Marquinhos Silva,que embora tivesse levado um cartão amarelo, ainda no primeiro tempo, não deixou de fazer o que está acostumado.

O Avaí, muito bem, converteu todas e o Criciúma perdeu duas penalidades (Wesley e Marlon), com Lucas Frigeri defendendo as duas e sendo o herói da partida.

Aí veio o alívio do torcedor e dos jogadores, que comemoraram, de forma harmônica dentro do campo e nas arquibancadas. Uma classificação merecida, do time que fez a melhor campanha e o artilheiro do Campeonato, embora saibamos que a justiça no futebol nem sempre vence.

Agora uma semana de trabalhos até a final. Trabalhar bem a parte mental, que foi bem forçada na quarta-feira e no domingo e ver a melhor equipe que enfrentará a Chapecoense, na grande final do Campeonato Catarinense.

Um abraço a todos!”

Texto de Renatinho Pires.

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