Coluna n° 15

Arte: Guto Delfino

Saudações azurras. 

Em Aberto!
Uma semana de comoção do torcedor vascaíno, diante do falecimento do presidente dos Beneméritos do clube, Eurico Miranda, com homenagens antes do jogo, pelo clube e torcida.
Então o jogo tinha todo esse apelo, além do time da casa, ainda invicto nessa temporada e que não tem um grande jogador, mas um time com um estilo de jogo definido, baseado no conjunto e a bola parada.
É claro que o técnico Geninho sabia desses detalhes e por isso mesmo resolveu fortalecer o meio de campo, com a entrada do Ricardo e a saída do André Moritz. Um time no 4-1-4-1 já característico.
O jogo iniciou com o Vasco tentando fazer uma pressão, natural de quem joga dentro de casa. O Avaí usando os espaços deixados pelo adversário para responder aos ataques. Numa dessas jogadas o Avaí abriu o placar após um cruzamento na área, pelo lado esquerdo, onde Getúlio fez o cabeceio e a bola bateu na trave. No rebote, Pedro Castro chegou de frente para o gol e bateu no canto do goleiro vascaíno. Na seqüência, o Avaí teve duas oportunidades de ampliar o placar, em contra-ataques, bem alinhavados.
Os donos da casa continuaram a usar os lados do campo, de um lado o garoto Marroni e do outro, o perigoso Yago Pikachu. Naturalmente, jogavam mais pelo lado direito com Pikachu e Cacéres. Em uma falta na intermediária, Danilo Barcelos cruzou na área, a meia altura, Matheus Barbosa tentou cortar, mas acabou desviando a trajetória da bola, tirando o goleiro Gledson da jogada. A partir daí, a torcida tentou empurrar o time para cima do Avaí.
O time azurra continuou dentro do seu planejamento de jogo, bem posicionado defensivamente, não dando espaços, principalmente para o Máxi Lopes, que usa muito a marcação do zagueiro para girar ou fazer o pivô.
O segundo tempo inicia com duas mudanças no Vasco. Entraram Rossi e Bruno César, que deram um novo ritmo para o time, com mais toque de bola e um jogador que incomoda, pelo lado direito de ataque. Aliás, o Rossi, literalmente, é um chato. Danilo Barcelos alçou a bola na área e o Rossi entrou, em velocidade, escorando para o fundo das redes. A partir daí, o Avaí ficou naquela dúvida: vamos tentar empatar ou perder por diferença de um gol, não seria de todo ruim. O time da casa chegou ao terceiro gol depois de um cruzamento, de novo pelo lado esquerdo e Tiago Galhardo tentou duas vezes.
Entre o segundo e o terceiro gol do Vasco, Geninho foi fazendo as mudanças no time, colocando Lourenço, Luan Pereira e André Moritz, deixando o time com mais toque de bola e também mais vulnerável para um contra golpe adversário.
O Avaí diminuiu o placar chegando ao gol tocando a bola com calma e abrindo os espaços. A bola veio para o lado esquerdo de ataque, com João Paulo, que esperou o deslocamento do Moritz, entrou na área, recebeu o passe e bateu de primeira, no canto do Fernando Miguel.
E aí, o torcedor da casa começou a pegar no pé do treinador Alberto Valentim, até o final da partida.
É o futebol: o Vasco venceu, mais saiu com sensação de derrota, pelo gol tomado quase no fim. Já o Avaí, perdeu o jogo, mais saiu com mais confiança pelo gol feito.
O melhor jogador do Avaí na partida foi Pedro Castro, que vem, desde o ano passado, superando a desconfiança da torcida jogando bola.
Algumas coisas estão bem claras para o jogo de volta, no dia 10/04, na Ressacada:
– A marcação do primeiro tempo foi muito boa;
– Melhorar a marcação, no que diz respeito aos cruzamentos do time vascaíno, principalmente com o Danilo Barcelos;
– A participação do torcedor avaiano será muito importante.
Agora todas as atenções estarão voltadas para o maior Clássico do Estado, no próximo domingo, às 16 horas, no Aderbal Ramos da Silva. Jogo muito importante também na classificação do Campeonato. E é clássico, né, meus amigos. Por si só basta.
Expectativa de grande público. Os torcedores chegando cedo, fazendo aquele já tradicional congraçamento no entorno do Estádio. Sempre comento que, às vezes o pré jogo supera a expectativa da partida.
Que seja mais um clássico, onde a paz prevaleça, fora do Estádio. E dentro de campo seja uma grande partida, disputada e mostrando para quem assistir a grande rivalidade que temos aqui.
Ah, um grande detalhe desse Clássico. Será o jogo 400 do maior ídolo avaiano (vão discutir sobre quem foi mais ídolo e é legal essa discussão) Marquinhos Santos. Não teria melhor maneira de encerrar uma carreira vitoriosa, que não fosse num Clássico. Você pode gostar ou não gostar do Marquinhos, mas nunca ficas indiferente quando ele fala ou joga. É isso.
Um abraço a todos!”

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